terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

This is The Thing












This Is The Thing

I don't know if you noticed anything different
It's getting dark and it's getting cold and the nights are getting long
I don't know if you even noticed at all
That I'm long gone baby, I'm long gone

And the things that keep us apart keep me alive and
The things that keep me alive keep me alone

This is the thing

I don't know if you notice anything missing
Like the leaves on the trees or my clothes all over the floor
I don't know if you'll even notice at all
Coz I was real quiet when I closed the door

And the things that keep us apart keep me alive and
The things that keep me alive keep me alone

This is the thing

I don't know if you notice anything different
I don't know if you even notice at all
I don't know if you notice anything missing

This Is The Thing
This Is The Thing
This Is The Thing
This Is The Thing

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Uma Amizade Sincera


      "Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. Há tanto tempo precisávamos de uma amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nos ti­vés­se­mos presenteado a nós mesmos. Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exal­tação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. Só que o assunto havia de ser grave, pois em qualquer um não caberia a veemência de uma sinceridade pela primeira vez experimentada.
      Já nesse tempo apareceram os primeiros sinais de perturbação entre nós. Às vezes um telefonava, encontrávamo-nos, e nada tínhamos a nos dizer. Éramos muito jovens e não sabía­mos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. Tentar falar sobre nossas mútuas namoradas também estava fora de cogitação, pois um homem não falava de seu amores. Experimentávamos ficar calados - mas tornávamo-nos inquietos logo depois de nos separar­mos.
      Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais decepcionantes. Minha sincera pobreza revelava-se aos poucos. Também ele, eu sabia, chegara ao impasse de si mesmo.
      Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e discos, pre­pa­rá­va­mos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto - eis-nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade.
      Queríamos tanto salvar o outro. Amizade é matéria de salvação.
Mas todos os problemas já tinham sido tocados, todas as possibilidades estudadas. Tínhamos apenas essa coisa que havíamos procurado sedentos até então e enfim encontrado: uma amizade sincera. Único modo, sabíamos, e com que amargor sabíamos, de sair da solidão que um espírito tem no corpo.
      Mas como se nos revelava sintética a amizade. Como se quiséssemos espalhar em longo discurso um truísmo que uma palavra esgotaria. Nossa amizade era tão insolúvel como a soma de dois números: inútil querer desenvolver para mais de um momento a certeza de que dois e três são cinco.
      Tentamos organizar algumas farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou.
      Se ao menos pudéssemos prestar favores um ao outro. Mas nem havia oportunidade, nem acreditávamos em provas de uma amizade que delas não precisava. O mais que podíamos fazer era o que fazíamos: saber que éramos amigos. O que não bastava para encher os dias, sobretudo as longas férias.
      Data dessas férias o começo da verdadeira aflição.
     Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. E, mais que maior, incômoda. Não havia paz. Indo depois cada um para seu quarto, com alívio nem nos olhávamos.
    É verdade que houve uma pausa no curso das coisas, uma trégua que nos deu mais esperanças do que em realidade caberia. Foi quando meu amigo teve uma pequena questão com a Prefeitura. Não é que fosse grave, mas nós a tornamos para melhor usá-la. Porque então já tínhamos caído na facilidade de prestar favores. Andei entusiasmado pelos escritórios de co­nhe­ci­dos de minha família, arranjando pistolões para meu amigo. E quando começou a fase de selar papéis, corri por toda a cidade - posso dizer em consciência que não houve firma que se reconhecesse sem ser através de minha mão.
      Nessa época encontrávamo-nos de noite em casa, exaustos e animados: contávamos as façanhas do dia, planejávamos os ataques seguintes. Não aprofundávamos muito o que estava sucedendo, bastava que tudo isso tivesse o cunho da amizade. Pensei compreender por que os noivos se presenteiam, por que o marido faz questão de dar conforto à esposa, e esta prepara-lhe afanada o alimento, por que a mãe exagera nos cuidados ao filho. Foi, aliás, nesse período que, com algum sacrifício, dei um pequeno broche de ouro àquela que é hoje minha mulher. Só muito depois eu ia compreender que estar também é dar.
      Encerrada a questão com a Prefeitura - seja dito de passagem, com vitória nossa - continuamos um ao lado do outro, sem encontrar aquela palavra que cederia a alma. Cederia a alma? mas afinal de contas quem queria ceder a alma? Ora essa.
Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos.
      A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. Um  aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros."

Clarice Lispector

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Deus e Eu no Sertão



Deus e Eu no Sertão


"Nunca vi ninguém

Viver tão feliz
Como eu no sertão

Perto de uma mata

E de um ribeirão
Deus e eu no sertão

Casa simplesinha

Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir
Deus e eu no sertão

Das horas não sei

Mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão

Trabalho cantando

A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão

Não há solidão

Tem festa lá na vila
Depois da missa vou
Ver minha menina

De volta pra casa

Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão
Deus e eu no sertão"


Quem Sou Eu



"Eu sou da roça, do mato, da natureza...
Eu sou de um tempo em que a palavra tem valor... e a confiança no outro não é só utopia...
Acredito na amizade sincera e verdadeira, desprovida de preconceitos, segundas ou terceiras intenções...
Eu acredito também em beleza interior... ver o bonito onde o olhar não alcança...
Eu gosto de controlar... 
Aprecio as coisas simples da vida...
Sonho em ser muito feliz... e ver todas as pessoas que conheço e aquelas que não conheço felizes também...
Tenho um punhado de problemas, e os mais dolorosos são aqueles em que a solução não depende apenas de um...
Me amparo em Nosso Criador, sempre...
Nesse momento exato da minha vida, se é que existe exatidão na vida, afinal "viver não é preciso" nas palavras do famoso poeta... Nesse momento sinto sede de viver melhor e crescer mais (interiormente, profissionalmente)."

Por Débora Conceição de Lima

O Amor




O Amor



A palavra amor refere-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, ou ainda, paixão, querer bem, satisfação, desejo. Porém o conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém.
Há aqueles que dizem que o amor é para os fracos, que os bons não choram, não sofrem, não sonham pela pessoa amada, não se iludem, não tem amores platônicos e não-correspondidos. São auto-suficientes.  Realmente, uma pessoa frustrada depois de viver vários relacionamentos e nenhum dar certo possivelmente pensaria assim. Porém, essas pessoas se enganam ao dizer que são fortes e que não amam, argumentando que amor é para os fracos. Na realidade é o contrário, o amor é para os fortes. Pois fracos são aquelas pessoas incapazes de encontrar alguém com quem possam dividir sentimentos, planos e sonhos. Fracas são aquelas pessoas egoístas que só pensam em si e são incapazes de amar com medo de ferirem a si mesmas. Fracas são aquelas pessoas ranzinzas que não conseguem dividir suas vidas ao lado de alguém com medo de não serem boas o suficiente a ponto de serem felizes.
Então, pensando assim, tolos são os que dizem que o amor é para os fracos. Fracos são eles que não sabem viver, não sabem sorrir, não sabem conquistar, não sabem cativar, não sabem amar por medo de sofrer.  Porque o medo de sofrer por amor? É tão bom encontrar alguém que te faz bem. E daí se não deu certo. O mundo não vai parar por isso, nem o amor vai morrer. A vida continua, e junto a ela novos amores surgirão até que um dia você encontre alguém que te complete, que te faça bem, que te quer bem independente dos teus defeitos e falhas, porque afinal ninguém é perfeito.
Talvez o grande problema não esteja no outro, mas sim em nós que muitas vezes não somos capazes de manter um relacionamento vivo por falta de atitude, mudanças em nós mesmos. Às vezes criamos uma certa barreira, uma proteção contra o outro que acaba por impedir a fluidez das coisas e culpamos o outro por uma falha que na verdade é nossa. Liberte-se, solte-se, sorria mais, grite mais, viva mais, ame-se primeiro, dedique um tempo a você, às vezes assim sejamos capazes de eliminar a barreira e finalmente conseguirmos abrir as portas para o amor. Assim, após conseguir realizar tudo que te faça bem você poderá dizer o quanto és forte por ser capaz de amar, dar amor e recebê-lo.
"A única diferença é o fato de sermos uma incógnita no meio do universo a procura do mais inebriante brilhantismo das estrelas. Mas somos apenas um vácuo que necessita ser completado com a mais delicada dose de amor!"

Por Andryelle Lima

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Por Um Mundo Melhor




Por Um Mundo Melhor

Todos os dias Deus nos concede um valor inestimável ao qual devemos fazer bom uso com a racionalidade e o coração. Todas as manhãs nos são depositado 24 horas. O que fazemos desse tempo? Sabemos aproveitá-lo em benefício ao próximo? Sabemos usá-lo em benefício ao ato de  promover um mundo melhor?
Vivemos em mundo muito contraditório, enquanto de um lado vemos o luxo, o poder, o desperdício, do outro lado há a desigualdade, a miséria, a fome, a falta de condições básicas que um ser humano merece e tem por direito.
Há um sentimento, presente em muitos de nós, que muitas vezes é responsável por atrapalhar o progresso da marcha por um mundo melhor, o egoísmo, ele é um sentimento tão maléfico que por si só é capaz de desencadear uma série de outros sentimentos ruins que em conjunto acabam por destruir o mundo ao qual tinha tudo pra ser lindo e belo com a colaboração de todos.
Devemos ter senso crítico, olhos apurados e saber distinguir o correto do errado. Devemos ter pulso forte e não aceitar calar-nos perante tanta desigualdade e controversa. A marcha por um mundo melhor começa nos pequenos detalhes que no final fará uma grande diferença. Comece hoje, com um simples gesto, com uma simples ação, ajudando aquele que bate na sua porta pedindo um prato de comida, um agasalho ou simplesmente um sorriso. No fim verás o quanto seu gesto mínimo terá feito uma diferença enorme.
Não se cale perante as diferenças e desigualdades. Levante o tom de voz e diga NÃO. Diga não a corrupção, diga não a desigualdade, diga não a injustiça, diga não a discriminação, diga não a violência, diga não a tudo que promove a morte do que há de bom dentro de cada um de nós.
Perante tudo o que foi falado, se cada um conseguir criar essa consciência, essa força de vontade de melhorar tudo o que parece perdido com certeza será o primeiro de inúmeros passos objetivando Um Mundo Melhor!

Por Andryelle Lima

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Quando Me Amei de Verdade"

Em busca do meu equilíbrio, da paz de espírito, do amor a mim mesma encontrei diversos textos os quais me ajudaram muito, embora toda mudança deva partir de nos mesmos e não de meros textos de auto ajuda. Toda mudança é árdua, todo auto conhecimento é confuso, toda busca é cansativa e as vezes impossível. Mas nunca deve-se parar no meio do caminho, as pedras que encontramos são apenas obstáculos aos quais devemos superar. Um dia de cada vez, uma manhã após a outra e no fim colherás o que plantastes! 

Andryelle Lima





Awake - Textures

Bem, vai ai uma música massa que um amigo muito querido me passou hoje.   I hope you enjoy it =]



 

 

 

Awake

"Man down
This hardened shell is broken
My fate
Is bound to what I've done
Regrets
I shuffle down the hallway
Precious time
It's all gone overboard

Here is your calm down
Here is your calm down pill
I'll never be the same
It'll never be the same

With eyes wide open
My body's floating down the river
This live
What have I confined you for?
It's all inside
It's all in silence

When the raven gets its way
A million thoughts are swept away
And then you leave it all
You leave it all behind

And maybe next time we'll meet again
And maybe I'll be less of a bitter man
When I feel more

I refuse to pay the ferryman
I'm so attached to my temple
He has to burn it down to get me
Ebony demon, shriek all you want
I'm not tagging along

The shade, the burning blackness
It is my protector
Fear before the fall
I can't grasp it all
But at least I'm trying

A light, a smoldering cinder
Getting colder, ashen
And letting all this go
I'm not letting go
I'm not really done here

I won't let
I won't let go

Life's to short to be wrong

And maybe next time we'll meet again
And maybe I'll be less of a bitter man
And if I could do it all over again
I'd be the same man all over again
When I feel more"

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Tempo







Segundo o dicionário, o tempo é definido como: Medida de duração dos fenômenos; Duração limitada; Momento fixado; Estado da atmosfera. Para nós, seres humanos, vemos o tempo como a imagem de um relógio com seus ponteiros correndo sem parar. No mesmo momento que valorizamos cada segundo tidos como preciosos, o desperdiçamos com coisas fúteis sem falar no ócio que nos domina quase sempre.
A vida terrena nos é limitada pelo tempo. Crescemos em um mundo cujo tempo é palavra chave. Ao atingir certa maturidade e idade, vivemos sob pressão do termino de tarefas que são a nos exigidas, então corremos contra os ponteiros do relógio a fim de realizá-las com êxito dentro dos prazos determinados. Preocupamos-nos tanto com nossas obrigações, nossos trabalhos, atividades escolares, atividades domésticas, obrigações com a sociedade que acabamos por esquecer que esse mesmo tempo ao qual somos escravos está passando, e junto a ele nossas vidas estão cada dia mais próximas do fim e fica então uma pergunta a todos nós: o que realmente fizemos de importante com o nosso “tão precioso” tempo? Somos felizes? Conseguimos nos realizar pessoalmente? Dedicamos parte desse tempo aos nossos sonhos e desejos?
Para muitos as respostas as perguntas acima é não. Infelizmente nos tornamos escravos da vida material e acabamos por esquecer de dedicar parte do nosso tempo a nós mesmos. Nos preocupamos tanto no dinheiro, no conforto, no luxo, no querer ter mais e mais que o importante da vida vai ficando cada vez mais esquecido. Os detalhes realmente significativos vão passando despercebidos e junto a esse comportamento os nossos valores e princípios vão sendo pouco a pouco degradados e aniquilados.
É triste relatar isso, mas antes cedo do que nunca. Então cabe somente a nós, cada um de nós, perceber o vazio que cada vez mais é freqüente no ser humano, vazio esse que é a causa de muitas doenças tais como a assídua depressão que contagia as mais diversas camadas populares.
É hora de parar e refletir, fazer uma retrospectiva de tudo que já vivemos e analisar se realmente soubemos usar o tempo em benefício de nos mesmos, em benefício do nosso próximo, em benefício do que temos como princípios e valores.

Por Andryelle Lima

Natureza



"Como és capaz
de vidas destruir?

crescer perante inúteis
e como ser vivo cair

Como podes, homem,
arrancar uma flor?
flor que depois de colhida
para ti não tem valor.

A natureza te dá

o essencial para a vida
e você a despreza
acrescentando-lhe mais ferida

Abra os teus olhos
antes que o fim possa chegar
porque pode ser muito tarde
para a natureza recuperar."


Texto deThamires Castro  



                                          
 Cachoeira São Domingos  - Caipônia-Goiás

                                                  
   Morro do Baú - Serranópolis-Goiás


     Morro do Baú - Serranópolis-Goiás  (Foto tirada do quintal da fazenda da vovó)                            


A caminho da Gruta do Diogo - Serranópolis-Goiás


 A caminho da Gruta do Diogo - Serranópolis-Goiás


              Entrada da Fazenda Alto Bela Vista - Serranópolis-Goiás (Fazenda dos meus avós)


   Foto tirada na fazenda Alto Bela Vista (By Dry)


   Foto tirada na fazenda Alto Bela Vista (By Dry)


    Foto tirada na fazenda Alto Bela Vista (By Dry)


   Foto tirada na fazenda Alto Bela Vista (By Dry)



Foto tirada na fazenda Alto Bela Vista (By Dry)

"A Superação Integral Como Obejtivo"

Como essa vai ser minha primeira postagem fiquei pensando sobre o que escrever inicialmente aqui. Depois de ler vários textos interessantes escolhi um de um autor ilustre, Pai de uma ciência encantadora (Logosofia), ao qual devoto imensa admiração. Espero que gostem!




"Embora seja certo que muitos desejam uma superação de suas vidas, por se sentirem desconformes com a passagem monótona de seus dias – que se sucedem e se repetem como algo fatal, sem nenhuma variação que estimule o espírito, tal como a gota d’água a cair sempre de modo igual –, nem todos se empenham em realizar esse objetivo com a resolução, paciência e constância que são requeridas por um processo de superação integral, o qual exige, como requisito indispensável, que se trace um plano de trabalho pessoal.

Este plano consiste na observação ininterrupta de todos os movimentos diários que se referem tanto aos pensamentos quanto às atuações que o indivíduo está habituado a desenvolver no curso de seus dias. Mencionamos os pensamentos em primeiro lugar porque são eles os que têm a principal interferência na realização de tal processo.

A preparação interna que se realiza com vista ao desenvolvimento da inteligência, por exemplo, requer ser assistida por uma firme vontade de alcançar um verdadeiro adiantamento em cada um dos conhecimentos comuns em que a vida diária se desenvolve. A preocupação básica é neste caso permanente, e preside uma por uma das horas que se vivem. Assim, sendo permanente o empenho, haverá uma melhoria de todas as atuações e se tratará, ao mesmo tempo, de ir superando a cada dia as atividades que se vão desenvolvendo, pois nada pode estimular mais, nem causar alegria mais terna, do que observar o progresso obtido em cada superação.

A ninguém está vedado superar suas próprias condições e levar seu ser
a planos de atuação cada vez mais eficientes e dignos de uma posição melhor

Porém, há algo que vai além das atuações ou atividades externas, quer dizer, daquelas que comumente se realizam; esse algo é a superação integral, que não deverá ser feita visando apenas a um maior desenvolvimento da inteligência, mas para alcançar todos os confins da vida do ser. E, para isso, será necessário que este crie no interior de si mesmo o ambiente adequado, a fim de que frutifique o bem que se persegue.

Saber que se pode ser mais do que se é e ter mais do que se tem, mercê dessa superação em que a alma deve se empenhar com todo o afinco, é já uma garantia inquestionável do que é possível alcançar. Mas as normas a que todo ser humano deve submeter o exercício continuado de suas faculdades mentais deverão ser inflexíveis, no sentido de não tolerar os erros e as deficiências, as quais devem ser corrigidas ou eliminadas à medida que se avança em busca do aperfeiçoamento.

Os obstáculos e dificuldades que geralmente se interpõem ao cumprimento de tão plausíveis desejos de superação são o esquecimento dos propósitos, a falta de vontade para prosseguir o labor iniciado e o tão acentuado costume de deixar sempre para outro dia o que se pode fazer a qualquer momento. Não obstante, sempre se viu que os que triunfam nisto ou naquilo, alcançando as metas almejadas, são os que persistem em seus esforços e corrigem suas atuações deficientes."
 Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)